Agora é encarar o TRT – GO

10 outubro, 2008

Socorro, não estou sentindo nada… Nesse momento me vem à cabeça essa música, como a conheci, na voz de Gal Costa. Domingo tenho concurso para o TRT 18ª Região – Tribunal Regional do Trabalho, região de Góias. Ao contrário de outros concursos, não fiquei uma pilha de nervos nos dias anteriores. A prova é daqui a dois dias e não estou ansiosa, nervosa, nada.

Definitivamente, eu sou de lua, pois, como disse no último parágrafo desse post meu padrão era ficar nervosa nos dias anteriores e bem calma no dia da prova. Será que o dia da prova vai ser igual à prova do STJ, em que vou estar nervosa fazendo a prova? A diferença é que para o concurso do STJ, fiquei nervosa durante toda a semana anterior, ansiosa, irritada, com insônia. Dessa vez, nem insônia tive.

Meu namorado, que é super racional no dia a dia, nessas horas fica supersticioso. Na dia da prova do STJ, liguei para ele e falei que, diferente das outras vezes, dessa vez estava nervosa, e ele falou: Sinal que você vai se dar bem. Agora, quando falei que não tive nenhum “sintoma” de ansiedade nos últimos dias, ele disse somente: Que bom!

E tem outra, se for nomeada no TRT, terei que me mudar para Góias, provavelmente para Goiânia. O Faber já disse que vai junto. E para isso, teremos que nos casar. Já temos 2 anos e meio de namoro e amigos e familiares vivem jogando indiretas. A essas cobranças, o Faber sempre responde: “está mais perto que longe.” Aliás, estamos só esperando eu ser aprovada em algum cargo, para marcarmos a data.

Usamos alianças de compromisso desde os 6 meses de namoro, aí está a foto do dia que as compramos. Se tivermos que ir para Goiânia, seriam algumas mudanças bem grandes: geográfica, de ocupação e de estado civil.  Gosto de Goiânia mas AMO Brasília, tenho muito mais elogios que críticas a essa cidade, já moro aqui há 9 anos, sei me virar muito bem aqui. Lá seria o início de novas rotinas, um novo ciclo em nosas vidas.

Lila

 

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Eu não vou me apaixonar

11 junho, 2008

Por Giselle Fleury*

Eu não vou me apaixonar outra vez. Ja cansei desta vida de sofrimento intercalada por momentos inesquecíveis e infindáveis promessas de outono. A estação mais cinza do ano é a única que me entende depois da dor.

Eu não vou de apaixonar de novo, ele é complicado. Mas e daí? Eu também sou. E vivo a ilusão de que posso contornar qualquer situação, que vou mudar o coração dos outros, que vou arrancar sorrisos a todo custo, que mereço um mínimo de confiança e crédito. Ele me dá crédito, ele confia em mim, mas sente que pode me magoar por não corresponder da forma que acha mais correta. E me deixa, de novo, na estaca zero.

Eu não vou me apaixonar de novo, ele é precavido. Sabe que é mais fácil tentar e quebrar a cara do que consertar um estrago no coração de quem ama. Mas quem ama não se importa com os estragos futuros até que eles aconteçam, não acredita que a dor será companheira próxima e sempre vê uma saída para o impossível. Ele tem os pés no chão e me faz sofrer por antecipação, sem me dar a chance nem de quebrar a cara, nem de vislumbrar o futuro, porque já o mostra bem eloquente e coerente.

Eu não vou me apaixonar de novo, agora é diferente. Ele mais que um amigo, é base, é suporte, é auxílio, é apoio. E se isso tudo se perder, eu me perco também, perco o rumo, a direção, e vou acabar cupando-o por dar chance ao impossível, quando foi ele quem disse “não”. Agora eu sou mais racional, tenho medo de sentir dor outa vez. Só esqueço este medo quando estou ao seu lado, esqueço que pode ser ruim para ambos. Esqueço… e finjo viver bem enquanto a lembrança de que tudo nunca saiu do plano das idéias me assola e devasta o coração, assim como a raiva de nunca ter aberto a boca me consome o estômago.

Eu não vou me apaixonar de novo, então contei para ele. E descrevi o passado, clareei o presente e divaguei sobre o futuro. Amendrontei quem tem medo de ousar, encostei na parede quem nunca se proprõe a dar o primeiro passo, quem sabia de tudo desde o princípio, mas tinha medo de errar. Coloquei em pratos rasos e limpos tudo que sujava minha mente, tudo que amargurava meu coração e molhava de lágrimas meu travesseiro. Expliquei como contornar, como não fazia mais o mesmo efeito e entendi porque havia me apaixonado.

Ele entende meus motivos, ele sabe como eu sinto, ele se sente como eu, mas falta o que, em mim, já sobrou: a chama. E se a minha apagou ali para acender em outro lugar, foi porque le sempre teve esse medo estúpido e sensato de não querer me ver sofrer. E nós entendemos como adultos civilizados que somos. E voltamos às nossas vidas rotineiras, pensando se aquele beijo tivesse acontecido…

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* Texto recebido por e-mail, espero que a autoria esteja correta.