Camisinha almofada

8 junho, 2009

uncool_1479A criatividade humana me assusta, eu num sei pq toda vez que vejo uma novidade como essa me espanto, mas vamos lá. Imaginem a cena uma garota vai pela primeira vez na casa do namorado, chegando lá ela encontra esta almofada, se você fosse essa garota que acharia do incauto rapaz? Para quem quer achar coisas do gênero o site http://www.theuncoolhunter.com é uma grande pedida. Te vejo no futuro.

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Caso Eloá, machismo e a imprensa brasileira

19 outubro, 2008

No vídeo acima, o promotor de justiça do caso Eloah afirma que a imprensa interferiu nas negociações com o sequestrador. Não podemos deixar passar de novo. Não sou da área de comunicação, sou bacharel em Direito, mas mesmo assim vou meter o bedelho.

Vamos contextualizar a situação: sabemos que saímos de uma ditadura há pouco – 20 anos não é nada em termos de História – e nossa atual Constituição (que garante liberdade de expressão) acaba de completar 20 anos de sua promulgação.  Digo isso porque qualquer tentativa de controle dos abusos cometidos pela Mídia acaba sendo tratado como censura. Reparem que o promotor é muito educado e cuidadoso ao expor seu ponto de vista, para evitar ser acusado de querer censurar ou interferir no trabalho da imprensa.

Vivemos uma situação em que “jornalistas” e “apresentadores” podem assumir para si, sem autorização de ninguém, o papel de negociadores em um sequestro e em que um promotor de justiça não se sente confortável em falar, com todas as letras, para a imprensa: vocês erraram! Porque é claro, a correta, perfeita, ética, suprema e infalível imprensa brasileira não erra. Nunca, jamais!

A imprensa pode difamar, caluniar, injuriar, transmitir informações falsas, manipuladas e incorretas, mesmo assim ela não erra nunca, e se por um acaso divino vierem a errar (imagine, que absurdo!), não admitem, não se retratam e nem pedem desculpas espontaneamente jamais, mesmo que reféns sejam feridas e mortas. É preciso fazer os profissionais da imprensa entenderem que, em um Estado Democrático, eles NÃO tem o direito a nada disso.

É preciso urgentemente debater o papel e o limites da imprensa no Brasil. Não podemos mais tolerar se faça sensacionalismo quando vidas humanas correm risco de vida ou quando homicídios foram cometidos, como na recente cobertura do caso Nardoni.

Esse vídeo abaixo demonstra a que ponto chega a … (insira palavrão aqui) da  mídia brasileira, foi produzido antes dos tiros e mostra um “jornalista” querendo negociar com o sequestrador, sem nenhum preparo ou autorização para isso:

Destaco trechos:

“Nossa preocupação é com você… Fica tranquilo, filho… A gente põe no ar o que vc quiser”. Ah, claro, duas reféns, um criminoso armado com DUAS ARMAS e UM SACO CHEIO DE BALAS, e a preocupação da polícia e da imprensa é com o bem estar do bandido? Ele até manda na imprensa, “a gente põe no ar o que você quiser”.

“A gente confia em você… Sabe que você é um rapaz de bem…” Claro que ele é um rapaz de bem, de boa índole… Sem palavras para dizer o quanto fico indignada com toda essa situação.  O machismo ainda impera. E nas reportagens sempre há um psicologo ou psiquiatra HOMEM, é claro, justificando essas ações criminosas como fruto da paixão. Só sei que: 1º mulheres raramente cometem os chamadoscrimes passionais” – que é somente um eufenismo para homicídio de mulheres que ousam dizer NÃO a seus ex-qualquer coisa. 2º Se uma  mulher, apaixonada, simplesmente pedir para reatar, nunca é tratada com condescendência, ela é logo taxada de neurótica, histérica, louca, mal amada, possessiva, ciumenta, vingativa, etc. Só que Glenn Close em Atração Fatal quase que só existe no cinema mesmo, já homens matando suas amadas existem aos milhares. Quem ama não mata!!!

Sonia Abrão: “esse caso está prestes a chegar em desfecho, ele só quer a presença da imprensa, principalmente das emissoras de televisão.” Parte da mídia continua tratando bandidos como pop stars, com direito à entrevista ao vivo e tudo. Vale tudo na guerra por alguns míseros pontinhos no famigerado ibope. Enquanto a mídia deitava e rolava em ligações para o criminoso, o promotor afirma que o telefone de contato com ele só estava ocupado.

Convidado da Sonia Abrão: “Espero que ele possa futuramente se casar com ela.” A vítima se casando com seu algoz, que, à aquela altura, apontou uma arma para a cabeça dela. E a Sonia Abrão fala: “unhum! Certo”. Certo ?! Que mulher é essa? Que jornalista é essa que não contesta o absurdo dessa afirmação?! Voltamos a 1940 quando pelo Código Penal, se a mulher, vítima de abuso sexual se casasse com o algoz, ou qualquer outro homem, a pena era extinta?

Outra prova de machismo, foi a polícia ter ordenado que Nayara voltasse ao cativeiro. Afinal, a vida das mulheres é descartável, principalmente se forem jovens e bonitas. E não me venha com essa que “a família autorizou”, a família não tinha poder nenhum para por em risco a vida da adolescente. Muito pelo contrário, a família, as autoridades e a sociedade tem é que educar e proteger esse ser em desenvolvimento e formação, que é o adolescente. Cuspiram na Constituição, no Estatuto da Criança e do Adolescente,  no Código Civil, no poder familiar (antigo pátrio poder), na inteligência, na Ética e no bom senso.

E a polícia e o (des)governador José Serra, o Vampiro Brasileiro – o comando da polícia é estadual, para quem não sabe – foram simplesmente amadores, omissos, incompetentes e irresponsáveis. E é óbvio, que o mídia serrista não vai questionar o desgovernador por essa mais esta tragédia sob a égide de seu (des)governo.

Ressalto que fiquei sabendo desses absurdos pela internet, pelo site Querido leitor, eu já boicoto a televisão e a grande mídia faz muito tempo, boicote você também! Quem sabe se eles perderem uma parte significativa de sua audiência, comecem a atuar com Ética.

Mais sobre caso Eloah aqui: Cynthia Semíramis, Escreva Lola Escreva, Mafalda Crescida, In Vino Veritas, Mary W, Querido Leitor, Vi o mundo do jornalista Luiz Carlos Azenha e Portal Imprensa.

Lila