Contagem regressiva

2 novembro, 2009

Hoje é segunda-feira, dia 2 de novembro e vos escrevo diretamente do meu quarto. Aliás meu futuro ex-quarto, pois sábado dia 7 me caso com a pessoa que tenho certeza vai me fazer muito feliz. Pode parecer piegas mas a verdade é essa, não tem como negar o que sinto por minha futura esposa. Por falar nisso uma fotinha de nossa prévia de casamento, acho que ela vai explicar muita coisa. Abraço a todos.

IMG_1696_1166x778

Anúncios

Wall-E é fodástico

5 julho, 2008

As vezes vemos teasers e traillers, lemos críticas e ficamos na expectativa por um filme e não são raras as vezes que caímos do cavalo. Com Wall-E ( Waste Allocation Load FiltersEarth Class) eu vi teasers e traillers, li críticas excelentes e tentei me conter pra não me decepcionar. Felizmente desta vez foi mais que justificada a expectativa, em uma palavra descrevo Wall-E como ESPETACULAR. Isso mesmo a Pixar nos proporciona um espetáculo no cinema pois tem comédia, romance, drama e muito mais. Na minha opinião o Oscar de melhor animação tem dono, quiçá de melhor filme, só lamento pra concorrência, mas esta é a verdade. Aliás a academia tem de rever pois entra ano e sai ano só dá Pixar. Se você é daqueles que acha que animação é coisa de criança, reveja seus conceitos e vá ver este clássico. Antes que me esqueça, chegue cedo e veja o ótimo curta-metragem Presto que passa antes da atração principal. Wall-E é nota 10 e tenho dito.

Faber


Por ela me apaixonei

11 junho, 2008


Eu não vou me apaixonar

11 junho, 2008

Por Giselle Fleury*

Eu não vou me apaixonar outra vez. Ja cansei desta vida de sofrimento intercalada por momentos inesquecíveis e infindáveis promessas de outono. A estação mais cinza do ano é a única que me entende depois da dor.

Eu não vou de apaixonar de novo, ele é complicado. Mas e daí? Eu também sou. E vivo a ilusão de que posso contornar qualquer situação, que vou mudar o coração dos outros, que vou arrancar sorrisos a todo custo, que mereço um mínimo de confiança e crédito. Ele me dá crédito, ele confia em mim, mas sente que pode me magoar por não corresponder da forma que acha mais correta. E me deixa, de novo, na estaca zero.

Eu não vou me apaixonar de novo, ele é precavido. Sabe que é mais fácil tentar e quebrar a cara do que consertar um estrago no coração de quem ama. Mas quem ama não se importa com os estragos futuros até que eles aconteçam, não acredita que a dor será companheira próxima e sempre vê uma saída para o impossível. Ele tem os pés no chão e me faz sofrer por antecipação, sem me dar a chance nem de quebrar a cara, nem de vislumbrar o futuro, porque já o mostra bem eloquente e coerente.

Eu não vou me apaixonar de novo, agora é diferente. Ele mais que um amigo, é base, é suporte, é auxílio, é apoio. E se isso tudo se perder, eu me perco também, perco o rumo, a direção, e vou acabar cupando-o por dar chance ao impossível, quando foi ele quem disse “não”. Agora eu sou mais racional, tenho medo de sentir dor outa vez. Só esqueço este medo quando estou ao seu lado, esqueço que pode ser ruim para ambos. Esqueço… e finjo viver bem enquanto a lembrança de que tudo nunca saiu do plano das idéias me assola e devasta o coração, assim como a raiva de nunca ter aberto a boca me consome o estômago.

Eu não vou me apaixonar de novo, então contei para ele. E descrevi o passado, clareei o presente e divaguei sobre o futuro. Amendrontei quem tem medo de ousar, encostei na parede quem nunca se proprõe a dar o primeiro passo, quem sabia de tudo desde o princípio, mas tinha medo de errar. Coloquei em pratos rasos e limpos tudo que sujava minha mente, tudo que amargurava meu coração e molhava de lágrimas meu travesseiro. Expliquei como contornar, como não fazia mais o mesmo efeito e entendi porque havia me apaixonado.

Ele entende meus motivos, ele sabe como eu sinto, ele se sente como eu, mas falta o que, em mim, já sobrou: a chama. E se a minha apagou ali para acender em outro lugar, foi porque le sempre teve esse medo estúpido e sensato de não querer me ver sofrer. E nós entendemos como adultos civilizados que somos. E voltamos às nossas vidas rotineiras, pensando se aquele beijo tivesse acontecido…

……………………………………………………………………………………………………………………….
* Texto recebido por e-mail, espero que a autoria esteja correta.