A Rede Social

3 janeiro, 2011

Ficha Técnica

A Rede Social / The Social Network, EUA, 2010.
Direção: David Fincher
Roteiro: Aaron Sorkin
Elenco: Jesse Eisenberg, Adrew Garfield, Armie Hammer, Justin Timberlake, Max Minghella, Rashida Jones.

O Facebook é um fenômeno. Milhões de pessoas em todo mundo aderiram a esta rede social e com isso colocaram o nome de Mark Zuckemberg na lista de bilionários. O que pouca gente sabe é a trajetória pra que ele alcançasse tal feito. Pelo menos não sabia, pois o filme a Rede Social com certeza fez com a mascara dele viesse a cair, fez com que milhões de pessoas em todo mundo viessem a saber como se faz pra chegar onde ele chegou, e com o filme temos certeza não foi sendo uma boa pessoa.

Com 10 minutos de filme eu já tinha chamado ele de babaca umas 3 vezes, especialmente a forma que ele trata a namorada. E estava já incomodado com a forma com que os diálogos eram expostos. Tudo de uma forma tão frenética que faz a série Gilmore Girls, famosa pela rapidez de seus diálogos, parecer coisa de criança.

Todos os cortes de câmera fizeram com que o filme se tornasse ágil mesmo boa parte dele se passando em salas de conciliação. Recursos de flashback foram usados a exaustão para desenvolver a narrativa.

As atuações estão bem convincentes e a forma como Mark Zuckenberg foi interpretado, com traços de DDA e um certo autismo me chamaram atenção. Sinceramente, não sei se ele é assim mas deu uma força ao personagem, livrando-o do estereótipo de nerd loser, tão recorrente em Hollywood.

A participação de Timberlake como Sean Parker foi no mínimo curiosa, pois ele deu um tom de mau-caratismo ao criador doNapster, tornando-o um grande sacana, irresponsável e bon vivant. O filme dar a entender que algumas coisas ocorreram porque ele influencionou negativamente o protagonista.

A atuação dos gêmeos deve ser destacada pois foi feita por apenas um ator, algo que me impressionou pois eles têm personalidades diametralmente opostas e os efeitos especiais imperceptíveis. A relação entre Zuckemberg e Eduardo, cofundador do Facebbok, foi mostrada como um misto de diversas emoções e sentimentos como amizade, inveja, mágoa e vergonha.

Sentimentos muito humanos que resultaram numa história que realmente merecia virar filme, e na direção competentíssima de David Fincher logrou sucesso.

Nota 8.

Texto: Faber
Revisão: Lila
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