Harry Potter e as Relíquias da Morte: “Tempos difíceis estão por vir, Harry.”

Tempos difíceis estão por vir, Harry.” Era assim que começavam vários trailers da série de filmes Harry Potter.

Durante seis filmes, sempre ouvíamos o mantra que tempos difíceis estavam por vir, e finalmente eles chegaram, e de uma forma que os fãs dos filmes não poderiam imaginar.

No quinto filme perdemos Sirius Black, padrinho e única pessoa que Harry Potter podia chamar de família. E no sexto filme tem a morte do diretor de Hogwarts  Alvo Dumbledore, o mentor de Harry.

Tempos sombrios é sem dúvida o mote do Harry Potter e as Relíquias da Morte.

Nesse Relíquias da Morte parte 1 os protagonistas vão ter de passar por várias provações, vão ter que viajar por toda a Inglaterra atrás de respostas e pistas que podem levar a perigos ainda maiores.

A direção de fotografia e as locações são perfeitas, pois junto com a atuação dos atores – principalmente do trio de protagonistas que amadureceu muito nesses 10 anos de filmagens – nos transmite a sensação de medo, insegurança e o desespero que o domínio de Voldemort impõe a todos do universo Harry Potter.

*Claro que este filme não poderia ter o encanto dos primeiros nem ter alívios cômicos pois o aumento da tensão é um chamariz para o capítulo final da saga.

Hogwarts não é mais um lugar seguro, agora está sendo comandado a mão de ferro pelo Snape, portanto permanecer lá se tornou inviável. Ficar junto com a família e amigos só traria mais sofrimento pois as perdas são sempre grandes, basta lembrar que no último filme Dumbledore morreu na frente de Harry.  Outros personagens virão a perecer, e isso é um ponto a favor da escritora e do diretor que não tem medo de causar comoção.

Para os fãs que cresceram com a série o amadurecimento é normal e com certeza está sendo esperado ansiosamente há anos por todos. Para quem se encantou pelo primeiro filme e viu naquelas crianças a entrada para um mundo novo agora se depara com o desenrolar por vezes trágico e por que não dizer sombrio.

Voldemort e seus aceclas implantam um governo de terror no qual qualquer que não tenha “sangue puro”, isto é que não seja descendente direto de genitores bruxos, pode ser catalogado, interrogado, torturado, preso ou morto pelo Ministério da Magia ou pelos comensais da morte.

Ver Voldemore se dar bem e acabar com a harmonia entre mundo dos bruxos e dos trouxas é uma realidade. Não por acaso muitas das atitudes lembram as do exército nazista, onde interrogar, torturar e matar eram uma constante.

A única esperança recai sobre as costas de um menino que por vezes é tratado como um messias, por outras é uma lenda.

E no fim ele será apenas mais um a desafiar as forças do Lord das Trevas. O final muitos já sabem, no entanto a trajetória de dificuldades e de redenção é o único caminho para um fim, que o que indica esta primeira parte, deve ser épico.

No quesito adaptação foi quase perfeito, talvez a melhor até agora, seguindo a risca o livro, a se lamentar, na minha opinião (Faber), apenas a insistência do diretor de colocar uma tensão amorosa entre Harry e Hermione, que não existe e que por vezes engana de forma eficaz aqueles que não acompanharam os livros e estão vendo apenas os filmes.

Eu, Lila, concordo que foi a melhor adaptação de livro da série da J.K. Rowling até agora. E acho que o diretor não força uma aproximação romântica entre Potter e Hermione mas sim mostra relação deles do ponto de vista dos ciúmes do Rony.

*Eu já acho que o filme tem sim seus alívios cômicos como no início do filme em que vemos os 7 Harry Potter’s ou quando a esposa de Cattermole beija Rony ou ainda quando Harry diz para Rony: “continue falando para ela da bola de luz que entrou em seu coração.”

No sábado após assistir ao filme disse que daria para ele nota 10. Mas vou mudar a nota para 9,5 porque faltou explicar a azaração Tabu que torna qualquer pessoa que pronuncie o nome do Voldemort rastreável. No livro, foi assim que Harry, Rony e Hermione foram encontrados pelos comensais da morte na lanchonete em Londres e na floresta por Greyback e os raptores.

Essa parte 1 nos deixa na pilha para assistir a continuação. Mas sim, faltou um teaser da parte 2 no final do filme. Acho que a maioria das pessoas que foram ao cinemas é fã, senão dos livros, pelo menos da saga de filmes.

Porém, os produtores poderiam ter aguçado ainda mais o nosso desejo de “quero mais” se houvesse uma cena pós créditos, um teaser ou mesmo um trailer da parte 2 ao final do filme. O que não tira o mérito da excelente adaptação mas seria a cereja do bolo ou a cobertura do sundae 🙂

Obs.: Não somos cineastas nem críticos de cinema. Somos apenas dois aficcionados por filmes e cultura pop.

Nota do Faber para o filme: 9,0.

Nota da Lila para o filme: 9,5.

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