Eleições 2008 parte I

1º peço mil desculpas à minha meia dúzia de leitores pela escassez de posts, é que fiz 3, eu disse três concursos seguidos: STJ, TRT e Ministério da Saúde. Minha vida nos últimos meses foi estudar.
2º Bem que eu queria ter postado antes, mas minha internet está um c*. Sério, quem me conhece pessoalmente sabe que eu nunca falo palavrão, mas essa merece. Tem uma semana que minha conexão, supostamente banda larga, está uma merda. Ontem foi o cúmulo, ficou o dia inteiro “fora do ar” e só voltou às 11 da noite (ou 23h, como queiram). Agora o post:

Este ano eu não votei. Se alguém já leu outros posts, deve se lembrar que eu moro em Brasília e que aqui não tem eleição municipal. Agora surprise: meu título ainda é de Formosa (GO), cidade em que morava antes, a 70 Km de Brasília. Só que, por mais politizada que eu seja este ano resolvi justificar, explico: o 1º turno das eleições foram no dia 05/10 e minha prova era em Goiânia no dia 12/10.

Além de preferir ficar estudando, houve outro motivo, em Formosa eram 5 candidatos: 1 do PSDB, 1 do DEM, 1 do PP, 1 do PR e 1 do PT. Sabendo que sou esquerdista, você, leitor poderia dizer: mas havia um candidato do PT. É, e ele foi eleito deputado estadual na eleição de 2002 e nada de concreto fez de oposição ao ex-governador Marconi Perillo (eca) do PSDB. Fora os boatos que rolam lá em Formocity sobre esse candidato que prefiro nem citar, porque é barra pesada.

Além das eleições formosenses, outra eleição que acompanho de perto é a eleição de *** (vou omitir o nome da cidade) interior da Bahia, cidade natal dos meus pais. Acho que *** deve ser uma das cidades mais politizadas do Brasil, toda vez que a visitamos, não importa a época do ano ou em que ano estamos, se é ano eleitoral ou não, a conversa que todas as rodas de amigos e familiares é quase sempre a mesma: a política municipal e em bem menor escala, a política federal.

Durante muitos anos *** teve um homem que mandava na política, saía prefeito, entrava prefeito, ele continuava lá, sempre como tesoureiro da prefeitura. Nem preciso dizer que esse homem é riquíssimo e que durante 20 anos praticou corrupção com as verbas municipais. Em 2000, o Hômi se candidatou a prefeito e ganhou. Fez uma péssima administração, nada fez pela cidade, seu patrimônio, no entanto, cresceu a olhos vistos. Para se ter uma idéia de quão péssima foi o mandato dele, ele nem conseguiu se reeleger, com a máquina administrativa na mão e tudo.

O comentário geral na cidade era: ele nunca deu nada p/ ninguém – e infelizmente, é assim que se faz política no interior do Brasil. Sei que muitos que me lerem vão dizer: é assim que se faz política no resto do Brasil também. Nem tanto, em cidades maiores, há mais controle, há oposição de verdade, há o Ministério Público em cima. Já no interiorzão, salvo raras e honradas exceções parece que só há um jeito de se fazer política: o deturpado “é dando que se recebe” ou o famoso “o quê que eu ganho com isso?”

Na eleição de 2004, o Hômi foi derrotado. Um rapaz corajoso aproveitou a ausência de foro privilegiado dele e o denunciou ao Ministério Público e ao TCU. Apesar de, como último ato do governo, ter comprado os vereadores, para aprovarem suas contas, o Hômi está pagando parte de seus desvios financeiros, com ressarcimentos mensais. Escapou por pouco de ser preso.

Entrou um novo prefeito, ex-aliado do derrotado e algumas coisas mudaram. Ele fez algumas obras, investiu os recursos federais repassados. Exigia nota fiscal das compras e despesas na prefeitura, motivado, provavelmente, pelo medo de também ser processado. Algo mudou na cidade, havia até um clima mais leve no ar.

Vieram as eleições de 2008, e tanto o atual prefeito quanto o anterior eram candidatos. Estive em *** em junho e a campanha estava a pleno vapor. A grande maioria dos eleitores parecia estar ao lado do atual prefeito. Na porta da casa do prefeito, uma multidão, na porta do anterior, quase ninguém. Até a véspera do pleito, eram favas contadas: o prefeito iria conseguir se eleger.

Só que, no dia da eleição, aconteceu algo inesperado: a virada. E porque isto se deu? Compra de votos. O comentário de quem mora lá é que o ex-prefeito que estava tentando voltar ao poder pagou R$ 30, veja bem, a módica quantia de trinta reais para quem quisesse vestir sua camiseta (boca de urna) e votar nele.

Infelizmente, pareceu o povo esqueceu o desastre que foi seu mandato anterior, a corrupção e outras histórias escabrosas que contam dele e vendeu seu voto por R$ 30. E infelizmente, para uma parte da população isso é dinheiro e motivo suficiente para eleger um corrupto. Depois dessa, quem disser que programas assistenciais são esmola, não deve conhecer a realidade da maioria da população brasileira.

Lila

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One Response to Eleições 2008 parte I

  1. ELENA MIRANDA disse:

    VC PODE NÃO TER GANHADO A ELEIÇÃO MAIS GANHOU ADIMIRADAORES

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