Eu não vou me apaixonar

11 06 2008

Por Giselle Fleury*

Eu não vou me apaixonar outra vez. Ja cansei desta vida de sofrimento intercalada por momentos inesquecíveis e infindáveis promessas de outono. A estação mais cinza do ano é a única que me entende depois da dor.

Eu não vou de apaixonar de novo, ele é complicado. Mas e daí? Eu também sou. E vivo a ilusão de que posso contornar qualquer situação, que vou mudar o coração dos outros, que vou arrancar sorrisos a todo custo, que mereço um mínimo de confiança e crédito. Ele me dá crédito, ele confia em mim, mas sente que pode me magoar por não corresponder da forma que acha mais correta. E me deixa, de novo, na estaca zero.

Eu não vou me apaixonar de novo, ele é precavido. Sabe que é mais fácil tentar e quebrar a cara do que consertar um estrago no coração de quem ama. Mas quem ama não se importa com os estragos futuros até que eles aconteçam, não acredita que a dor será companheira próxima e sempre vê uma saída para o impossível. Ele tem os pés no chão e me faz sofrer por antecipação, sem me dar a chance nem de quebrar a cara, nem de vislumbrar o futuro, porque já o mostra bem eloquente e coerente.

Eu não vou me apaixonar de novo, agora é diferente. Ele mais que um amigo, é base, é suporte, é auxílio, é apoio. E se isso tudo se perder, eu me perco também, perco o rumo, a direção, e vou acabar cupando-o por dar chance ao impossível, quando foi ele quem disse “não”. Agora eu sou mais racional, tenho medo de sentir dor outa vez. Só esqueço este medo quando estou ao seu lado, esqueço que pode ser ruim para ambos. Esqueço… e finjo viver bem enquanto a lembrança de que tudo nunca saiu do plano das idéias me assola e devasta o coração, assim como a raiva de nunca ter aberto a boca me consome o estômago.

Eu não vou me apaixonar de novo, então contei para ele. E descrevi o passado, clareei o presente e divaguei sobre o futuro. Amendrontei quem tem medo de ousar, encostei na parede quem nunca se proprõe a dar o primeiro passo, quem sabia de tudo desde o princípio, mas tinha medo de errar. Coloquei em pratos rasos e limpos tudo que sujava minha mente, tudo que amargurava meu coração e molhava de lágrimas meu travesseiro. Expliquei como contornar, como não fazia mais o mesmo efeito e entendi porque havia me apaixonado.

Ele entende meus motivos, ele sabe como eu sinto, ele se sente como eu, mas falta o que, em mim, já sobrou: a chama. E se a minha apagou ali para acender em outro lugar, foi porque le sempre teve esse medo estúpido e sensato de não querer me ver sofrer. E nós entendemos como adultos civilizados que somos. E voltamos às nossas vidas rotineiras, pensando se aquele beijo tivesse acontecido…

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* Texto recebido por e-mail, espero que a autoria esteja correta.





Câmara analisa hoje o projeto de lei sobre a TV paga

4 06 2008

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática se reúne às 10 horas e pode votar o substitutivo do deputado Jorge Bittar (PT-RJ) sobre a nova regulamentação do setor de TV por assinatura.

De acordo com a proposta de Bittar, os canais de TV paga poderão ser distribuídos por qualquer empresa, inclusive de telecomunicações, nacional ou estrangeira. A produção e a programação também não terão restrição ao capital externo. Os pacotes de canais, no entanto, só poderão ser comercializados por empresas com o controle nacional de capital.

O substitutivo do relator inclui na regulamentação a exigência de cotas para a produção nacional na TV paga. Tanto em um único canal como em um pacote de canais, pelo menos 10% de tudo que é transmitido terá que ser ocupado pelo conteúdo audiovisual nacional. Em comissão geral ocorrida no dia 23 de abril na Câmara, representantes de empresas de TV por assinatura afirmaram que o serviço ficará mais caro em razão dessas cotas. Já as telefônicas argumentaram que o aumento da concorrência no setor diminuirá os preços.

Em 30 de abril, Bittar reformulou seu substitutivo. Entre outras alterações, o sistema de cotas deverá ser aplicado apenas a canais direcionados a brasileiros, por “não se justificar a exigência de veiculação de conteúdo nacional em canais internacionais não legendados para o português e cujo áudio seja expresso em língua diversa do português”.

Fonte: Agência Câmara





Nova “fashionista”?

30 05 2008

Engraçado que depois que emagreci 9 kg, comecei a ficar mais ligada em moda. Sempre fui e ainda sou contra “ditadura da beleza”, não acho mesmo que só as modelos ou atrizes manequins 34 ou 36 são lindas. Hoje tenho que certeza ninguém, mas ninguém mesmo precisa se enquadrar em quaisquer esteriótipos para ser feliz, até porque ninguém é perfeita, sei que isso é óbvio, mas acredite, só agora aos 27, quase 28 anos, me convenci disso.

No mundo real, onde as celulites não são apagadas com photoshop e a maioria de nós não pode comprar maquiagens caríssimas, ficar de bem com seu corpo, apesar dos defeitinhos, é ter bem-estar. Não tenho conhecimento técnico, nem teórico de moda, mas supreendentemente, comecei a acessar blogs ligados ao tema como o Oficina de Estilo, o Hoje vou assim e .

Estou me lembrando que sempre gostei de bolsas e sapatos, embora tenha dificuldade de encontrar sapatos confortáveis para meus pezinhos 35/36, tenho vários, só me faltava o gosto pelas roupa mais fashion, talvez porque era difícil encontrar roupas manequim 44 que ficassem bem, que não parecessem de grávida ou de velha. Não acompanhava semanas da moda, eventos, defiles, e por isso acho que nunca serei uma fashion victim.

Ainda tenho um caminho a percorrer, mais uns kilinhos para eliminar, não estou no MEU peso ideal (o meu, aquele em que me sinto feliz, não o dos endocrinologistas). Tenho biotipo bem brasileiro, que aliás meu namorado adora: baixinha, meio bochechuda, coxas grossas, quadril largo, sei que nunca vou serei manequim 36, talvez nem 38 e pra ser muito sincera, isso não me incomoda nem um pouco, 42 já deve me servir, se chegar ao 40 será excelente. Bjokas

Lila





Tic-Tac da Lila (2)

27 05 2008

Após um tempo sem escrever, volto com as novidades da(s) última(s) semanas.

Caheroes

O jornalista Ricardo Feltrim anunciou que “o último capítulo de Caminhos do Coração mostrará a destruição da av. Paulista”. Mas a tragédia acontecerá apenas na visão de uma mutante. Hahahaha Heroes reloaded. No final da 1ª temporada de Heroes, Peter Petrelli tinha uma visão da destruição de NY pelo homem bomba, ou melhor, o homem radioativo.
Confesso que cheguei a assistir alguns capítulos de “Caheroes”, me diverti com a tosqueira deles, mas depois que quase todos os personagens viraram mutantes e a novela ficou mais infestada de vampiros que Vamp, desisti de ver.
Falando em Heroes, a estréa da 3ª temporada nos EUA está marcada para 22 de setembro.

Shyamalan: agora vaaai

Dos 5 fimes já lançados de M. Night Shyamalan adoro dois deles: O Sexto Sentido e Corpo Fechado, gosto de 2 deles: Sinais e A Vila, e detestei o último: A Dama na água é muito, mas muito ruim, roteiro confuso, história inverossímel, personagens não carismáticos, péssima atuação do M. Night, que devia ficar só atrás das câmeras mesmo, horrível.
Hoje fiquei sabendo pelo Omelete que o próximo filme dele “Fim dos Tempos” (”The Happening”) será “rated R”, ou seja, censura nos EUA para maiores de 17 anos. Ah, agora sim, espero que nesse filme ele recupere a mão para direção.

Nerdices

Nerdy Shirts site de camisetas para nerds.

Vi no blog Tudo está rodando do Carlos Alexandre Monteiro que também escreve oLost in Lost:

Harrison Ford com seus bonecos do Indiana Jones :D

Uma caixa em formato do NES 8 bits

Por fora

Por dentro

Acho que vou dar uma caixa dessas para o Faber guardar os 116 dvds dele.

Duas Caras: o beijo gay sai ou não sai?

Daneil Castro da Folha informa que a Globo aceitou gravar o beijo gay
que o autor quer exibir na novela Duas Caras, na união de Bernardinho e Carlão. Ah, agora é esperar para ver se a Globo terá coragem de exibir o beijo, o que eu duvido muito. Nem assisto a novela, mas acho que é uma boa notícia, é incrível a hipocrisia, cenas heteros pode mostrar tudo, mas um simples beijo “entre iguais” como diz o Aguinaldo Silva vira escândalo. Ah faça-me o favor. Um dos meus lemas é: racismo e homofobia NUNCA.

Tan-tan-ran-tan-tan-tan-tan

Yes, nosso herói de infância está de volta. Estou bem ansiosa, pois pela 1ª vez, assistirei Indiana Jones na telona, no cinema. Aguardem que devemos postar algum comentário sobre o novo filme do arqueológo e caçador de tesouros mais megaboga de todos os tempos.





Sugar Free

20 05 2008

Dieta, dieta. Depos de perder 9 kg em 45 dias, continuo na minha saga, ainda tenho kgs que quero perder, afinal, não se pula do manequim 44 pro 40 assim tão facilmente. Voltei à nutricionista e ela me disse que agora “SÒ” é proibido açúcar e bebidas alcóolicas. O álcool tá beleza, bebo muito raramente mesmo, umas 3 vezes por ano. E eu, na minha ilusão, achei que cortar o açúcar seria relativamente fácil. Afinal, é só não consumir doces, bolos, refris, chocolates… Certo? Errado.

O que eu não sabia, é que quase todos os alimentos industrializados têm açúcar embutido. Agora tenho que prestar ainda mais atenção nos minúsculos rótulos das embalagens. Já reparava nos rótulos por conta das gorduras trans. E agora sei que mesmo produtos de gosto salgado, levam açúcar em sua composição, pão: tem açúcar, bolacha cream craker: tem açúcar, sucos: mais açúcar, e até iorgutes e barras de ceral lights tem açúcar.

Não sei se vocês sabem, “queridos leitores”, mas há diferença entre alimentos diet e light. Ué não é tudo a mesma coisa? Nã - na- ni- na - não.

Diets são os alimentos livres de açúcar: sem adição de açúcar ou feitos com adoçantes. Lights são os alimentos que têm alguma substância reduzida: menos gordura, ou qualquer outro ingrediente. Por isso que as das barras de cereal light não são livres de açúcar. Sem contar o fato que produtos diet e light têm preço duas, três mais caros que os comuns.

Como adoro imaginar teorias da conspiração, fico achando que isso tudo não passa de uma grande conspiração da indústria alimentícia, manconumada com a indústria da estética, porque você come essas porcarias, engorda, e aí, muitas vezes, tem que recorrer a academias e tratamentos estéticos, se você tiver dinheiro suficiente para isso, é claro. E eu aqui, esperando que minhas caminhadas resolvam o problema…

Eu já desenvolvi uma técnica para me afastar das tentações: quando vou a um shopping ou supermercado e vejo balas, doces, chocolates, sorvetes, uso a técnica do Padre Quevedo, olho para eles e digo: “isto non ecziste” e continuo minha jornada.

PS.: se quiser ler um desabafo sobre o início da dieta, clique aqui: “Dieta”

Lila





Lost - Cabin Fever

18 05 2008

O comentário sobre o episódio S04E11 de Lost será escrito a 4 mãos, o Faber decidiu comentar também dessa vez. Demoramos a escrever nossa resenha porque, sempre assistimos os episódios juntos, e só ontem conseguimos ver os episódios 11 e 12.

O S04E11 foi totalmente centrado em John Locke e em como ele estava predestinado, desde o nascimento a ir parar na misteriosa ilha, chamada de “Eyeland”, pelos produtores. Impressionante a vitalidade que Locke possui, sua vontade de viver e de vencer as adversidades, que já manifesta desde quando era bebê.

Locke nasceu prematuramente, sua mãe estava grávida com apenas 6 meses e mesmo assim, ele resistiu. Após conhecer seu pai verdadeiro teve um rim “roubado” e algum tempo depois foi jogado do oitavo andar e conseguiu sobreviver, não bastasse o avião que estava caiu numa ilha perdida e mesmo assim além de sobreviver se recuperou de uma paralisia de forma inexplicável, Ben deu um tiro nele e pouco tempo depois estava de pé pois o tiro acertou o local onde não havia rim.

Se alguém tinha dúvida que ele é o escolhido acho que não resta mais. Impressionante como milagres acontecem em volta do caçador. Da mesma forma que ele é um sobrevivente, ele é um rejeitado: pela mãe, pai, irmãos, na escola. Inclusive pelo próprio Richard “Highlander” Alpert que foi testar o menino aos 5 anos de idade e se assustou com a escolha de Locke, que acabou escolhendo com maior ênfase uma faca, será que ele esperava um cientista, mas encontrou um caçador? Locke na verdade sempre foi criado como pra ser um nerd, mas sua alma era de um explorador.

Outro fato intrigante do episódio foi o Michael mais uma vez com uma arma na cabeça e novamente a arma falha, aí você pára e pensa: será que a ilha novamente interferiu para que o espião de Ben não morresse sem cumprir sua missão? Ou ele teve apenas sorte?

O sonho do Locke nos remete a um filme de Star Trek, no qual capitão Kirk se encontra com capitão Pickard. Neste filme, Jornada nas Estrelas Generations, Kirk fica preso num lapso temporal chamado nexus, onde todos os sonhos se realizam, tudo de bom se realiza mas acontece de uma forma em looping. Da mesma forma que Horace cortava as árvores ad eternum e contou pro Locke onde estava o mapa para encontrar a cabana de Jacob.

Descobrimos, como o médico do cargueiro morreu, mas a pergunta é:afinal, qual a diferença de tempo entre a ilha e o mundo exterior? E mais: o que explicaria essa diferença? As diferentes rotas/coordenadas que levam até à ilha? Afinal, o médico foi jogado ao mar, logicamente seu corpo não seguiu a famosa coordenada 305, aquela rota segura para se entrar na ilha, sem ser afetado pela distorção temporal.

Lembrando-nos das nossas aulas de física no ensino médio, sabemos que o espaço percorrido correspondente à divisão da variação da velocidade e o intervalo de tempo e há também a famosa equação da teoria da relatividade de Einstein: E=mc². Assim, minha indagação é: será que a massa dos corpos/objetos influiria na distorção temporal ilha x mundo exterior? Porque vimos que quando a Regina enviou aquele foguete ao Faraday a diferença de tempo foi de 31 minutos, já o corpo do médico apareceu na praia mais ou menos um dia antes de ter sido assassinado. (?!)

Locke entra na cabana do Pai Jacó, e lá encontra tchanam: Christian Shepard. O pai de Jack diz que não é Jacob (será verdade?) mas que pode falar com ele. Além disso, na cabana também está Claire. Há quem pense que a loirinha morreu naquela explosão na invasão da vila dos outros pelos mercenários do cargueiro e que agora está vagando como fantasma, o que explicaria o súbito interesse do Miles nela no E09. Não sei, mas que ela está muito tranquila para quem abandonou seu filho bebê na selva, no meio de uma invasão armada, isso está, sem falar no sorrisinho enigmático dela. Aí tem.

O episódio termina com Locke dizendo a Ben e Hurley: “Ele (Jacob) quer que movamos a ilha?”

Como assim mover a ilha? Mover fisicamente, ou seja deslocamento no espaço? Ou mover no tempo? Essa movimentação já ocorreu antes e teria o condão de mudar as coordenadas seguras para se entrar e sair da ilha, por isso que Ben diz a Widmore no E10: “você nunca vai encontrá-la?”

Estamos muitos curiosos e ansiosos para ver a Estação Orquídea e para saber como a ilha será movida e quais serão as conseqüência disso. Só nos resta esperar a Season Finale. Até lá.

Lila e Faber





Niver de um mês do blog

15 05 2008

Yeah, yeah! Hoje nosso querido, amado e humilde blog aniversaria. :D

Naquele dia 15/04, estava na net, meio desanimada e do nada viro pro Faber e digo: vamos fazer um blog?

E ele: um blog? pra falar de que?

E eu: pra falar de qualquer coisa que nos interesse, cultura pop, nerdices, filmes, seriados, tecnologia, etc.

Ele: hum, legal. Qual seria o nome?

Eu: que tal “eu e vc, vc e eu”?

Ele: Não.

Eu: “nós e o resto do mundo?”

Ele: Não. podia ser “universo ao nosso redor”.

Eu: “universo nós dois”?

Ele: Isso. Gostei!

Assim, numa conversa de menos dois minutos, nasceu nosso blog, que hoje faz um Mês de vida.

Bom, dividindo as 583 visitas por 30 dias, dá 19,3.

Então agradecemos aos nossos 19 leitores. Muito obrigado!

E comentem mais, please, somos carentes. ;)

PS.: ainda acho “eu e vc, vc e eu” um ótimo nome.

De qualquer forma, tá registrado aqui no wordpress.

Vida longa ao blog!

Lila





Tic-tac da Lila (1)

13 05 2008

Rá, já mudei o nome do post umas 3 vezes, acho que vou deixar esse mesmo.

Os tic-tac serão notinhas curtas sobre qualquer coisa que passar na minha cabeça. Vai lá a 1ª leva:

- Impressora HP é uma bosta. Multifuncional então, é uma merda gigante. #prontofalei

Mensagem da minha Impressora:”há um atolamento de papel ou alimentação incorreta”.

[Piadinha Zé graça] Acho que vou por frutas e legumes na bandeja de impressão, para ver se a alimentação dela fica correta. [/piadinha Zé graça] AAAAAArgh

- Hoje fiz uma caminhada. Por mais q a gente negue, quando está sedentário, exercitar-se é mto bom, faz bem pro corpo e pra mente. O negócio é vencer a preguiça, respirar fundo e encarar, sei que é difícil, mas tire meia horinha do seu dia e mexa-se ;)

- Sorte de ontem no Orkut: “Quem se apaixona por si mesmo não tem rivais”. É, faz sentido :p

UPDATE: O jornalista Daniel Castro da Folha, informa que o SBT vai exibir o seriado “Gossip Girl” e que o chamará de “A Garota do Blog”… tsc, tsc. Sbestera e suas traduções/adaptações incríveis.

SBT: Sistema do Bozo de Televisão, como diz o Azaghâl do “Jovem Nerd”





História do Dia das Mães*

11 05 2008

As mais antigas celebrações do Dia da Mãe remontam às comemorações primaveris da Grécia Antiga, em honra de Rhea, mulher de Cronos e Mãe dos Deuses. Em Roma, as festas comemorativas do Dia da Mãe eram dedicadas a Cybele, a Mãe dos Deuses romanos, e as cerimónias em sua homenagem começaram por volta de 250 anos antes do nascimento de Cristo.

Durante o século XVII, a Inglaterra celebrava no 4º Domingo de Quaresma (40 dias antes da Páscoa) um dia chamado “Domingo da Mãe”, que pretendia homenagear todas as mães inglesas. Neste período, a maior parte da classe baixa inglesa trabalhava longe de casa e vivia com os patrões. No Domingo da Mãe, os servos tinham um dia de folga e eram encorajados a regressar a casa e passar esse dia com a sua mãe.

À medida que o Cristianismo se espalhou pela Europa passou a homenagear-se a “Igreja Mãe” – a força espiritual que lhes dava vida e os protegia do mal. Ao longo dos tempos a festa da Igreja foi-se confundindo com a celebração do Domingo da Mãe. As pessoas começaram a homenagear tanto as suas mães como a Igreja.

Nos Estados Unidos, a comemoração de um dia dedicado às mães foi sugerida pela primeira vez em 1872 por Julia Ward Howe e algumas apoiantes, que se uniram contra a crueldade da guerra e lutavam, principalmente, por um dia dedicado à paz.

A maioria das fontes é unânime acerca da ideia da criação de um Dia da Mãe como festividade nacional. A ideia partiu de Anna Jarvis, que em 1904, quando a sua mãe morreu, chamou a atenção na igreja de Grafton para um dia especialmente dedicado a todas as mães. Três anos depois, a 10 de Maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia da Mãe, na igreja de Grafton, reunindo praticamente família e amigos.

Nessa ocasião, a sra. Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, que deviam ser usados por todos, e que simbolizavam as virtudes da maternidade. Ao longo dos anos enviou mais de 10.000 cravos para a igreja de Grafton – encarnados para as mães ainda vivas e brancos para as já desaparecidas – e que são hoje considerados mundialmente com símbolos de pureza, força e resistência das mães

Para resumir a história, a sra. Jarvis e os seus apoiadores começaram a escrever a pessoas influentes, como ministros, homens de negócios e políticos com o intuito de estabelecer um Dia da Mãe nacional. A campanha foi de tal forma bem sucedida que em 1911 era celebrado em praticamente todos os estados. Em 1914, o Presidente Woodrow Wilson declarou oficialmente e a nível nacional o 2º Domingo de Maio como o Dia da Mãe.

* Fonte: www.mensagensvirtuais.com.br

Lila





Lost: Something nice back home [S04E10]

8 05 2008

Lost, Lost, Lost. Esse é nosso grito de guerra toda quinta e sexta feira. A ansiedade começa na quinta, quando o Paul Torrent nos envia o episódio, que assistimos legendado na sexta.
Discordo de quem disse, que este foi um episódio para mulherzinha e que foi o pior da temporada, discordo também de quem diz que o Eggtown foi o pior.

Para mim, o pior foi o da Juliet, The other woman, flashbacks desnecessários sobre Juliet, Ben e Goodwin. Só se salvou mesmo, como sempre, a atuação do Ben, quando mostra a Juliet o corpo de seu amante. Nem a descoberta da estação Tempest me empolgou, fora o clichezão de o Faraday só conseguir neutralizar o gás no último segundo, AFF.
Vamos às minhas considerações sobre o Something nice back home:

1) Foi um episódio sobre relacionamentos, Juliet, Jack e Kate no melhor estilo do poema de Drummond: Juliet que ama Jack, Jack que ama Kate, Kate que ama Jack e Saywer (espertaaaa hehe), ainda tivemos Sun e Jin, o amor platônico de Charlotte e Faraday e até a volta do nosso casal codjuvante favorito Rose e Bernard.

2) Rose levantou uma bola muita boa quando diz a Bernard: “Por que o Jack ficou doente?” Afinal, como ela mesmo disse, ali as pessoas não ficam doentes, na Ilha, elas se curam. Bem, como não leio spoilers, só posso supor que a Ilha seria um organismo vivo, que teria, por assim dizer uma espécie de “consciência”, de “vontade própria”. Porque, se ali as pessoas se curam, qual seria a origem do tumor do Ben? A ilha quis que ele ficasse doente, foi uma punição por algo errado que fez, que estava fazendo naquele momento?

3) E a Charlotte, hein? Fala coreano, quem diria. Há aí algum indício de relação com o Mr. Paik, o pai da Sun? Espero que sim, seria muito legal se o mafioso coreano tivesse alguma ligação com o Widmore e essa história toda da Dharma.

4) Após o flashfuture do Ben, em que soubemos que se passava em outubro de 2005, também no flashfoward de Jack temos pistas sobre a época no futuro, pela notícia no jornal, tudo indica que se trata de agosto de 2007. Como cheguei a essa data? Acessem o blog parceiro “Teorias Lost” e comprovem.

5) Sim, já sabíamos que Jack, em seus relacionamentos amorosos é ciumento, possessivo e inseguro, O que não sabíamos, como bem disse o Carlos Alexandre do blog Lost in Lost no seu “Podcast 61″. O que não sabíamos era que Kate e Jack estariam, aparentemente, pouco tempo depois de Eggtown, quase casados. Eu, sinceramente, me supreendi, achei que só veria isso no final da série.

Infelizmente, a felicidade dura pouco, pois o alcoolismo, a desconfiança e o ciúme possessivo de Jack acabam por levar a relação ao fim. Inclusive, é mais um bom motivo para que Kate não queira, no final da 3ª temporada, voltar com Jack para a Ilha, além da condicional, de não poder sair do estado e consequentemente dos EUA, por 10 anos e correr o risco de perder o Aaron, a reação dela é do tipo “não vou a lugar nenhum com você”, coisa de gente magoada.

6) Que ar sombrio na visita de Jack a Hurley. O Dude está muito deprimido e se recusa a tomar remédios. Agora sabemos que ele mantém contato direto com Charlie e diz a Jack que Charlie teria um recado; “você não deve criá-lo.” É, Jack, não adianta mentir, nem tentar se enganar, você sabe e nós também sabemos que Charlie estava falando de Aaron. Essa questão leva-nos ao papel de pai para Jack, sabemos que ele teve muitos conflitos com o pai desde criança, como mostrado em um flashback da 1ª temporada.

Parece-me que tinham visões de vida, valores e princípios diferentes. A questão do alcoolismo, da dependência química, não tenho base científica para afirmar isso, mas parece-me que tem um fator genético muito forte, já vi vários filhos de alcóolatras, que apesar da doença dos pais e mesmo a princípio repudiando o álcool, acabam também se enveredando nesse ou em outros vícios, infelizmente.

7) Acho muito engraçado o modo como alguns fãs de Lost reagem aos episódios por eles considerados fracos. No final da 3ª temporada, todo muito ficou espantado com aquele Jack barburo, alcóolatra, suicida e todos queriam saber como ele chegou a esse ponto. Mas parece que para esses fãs, cada novo mistério apaga o anterior. Ora, pessoas, queríamos respostas e elas estão aparecendo, uma por uma.

Imaginem um cara, um homem da ciência. que tem fortes conflitos com o pai, perfeccionista, extramentemente controlador, inseguro em relacionamentos, receoso se saberia constituir uma família e cuidar bem dela, afinal já teve um casamento fracassado, inseguro se seria um bom pai, tendo de conviver com tudo isso e ainda ter, periodicamente, visões do pai morto, como se vivo estivesse. É de pirar qualquer um.

8] Acho que o fato de o Jack considerar-se um homem da ciência o impede de procurar um terapeuta ou um psiquiatra. Afinal, ele é um médico, um excelente cirurgião, ele não quer ser considerado um louco, um cara que sofre alucinações, e a sua falta de fé o impede de aceitar qualquer fenômeno extra-físico, para ele é impossível que esteja vendo o espírito do pai, que este o esteja querendo dar algum recado.

9) O pai de Jack aparece para este no hospital. E após essa visão, assutado e nervoso, Jack pede para que a amiga médica lhe receite um remédio. Aí, Jack chega em casa, e vê a Kate desligando rapidamente o telefone, numa atitude meio suspeita. Por falar em Kate, ótima a observação de Camila Saccomori do “Blog Fora de Série” do Jornal Zero Hora, que pose de grávida é essa hein, Kate?
Ou será só pegadinha dos produtores de Lost?

Voltando a Jack, o medo de ser traído o apavora, ele faz a maior besteira que podia fazer, toma logo de uma vez 2 comprimidos do sedativo junto com cerveja. Começa aí a dependência química do Jack, e é também o início de sua atitude suicida que culmina no Jack barbudo, desesperado e autodestrutivo que vimos em”Through the Looking Glass.”.

10) A aparição do Christian Shepard no hospital foi sinistra. Porém apesar do detector de fumaça apitando, não acredito ter sido fruto de uma incursão do monstro de fumaça, não acho que ele atue fora da Ilha. Mas posso estar enganada. Até porque o Christian foi visto na cabana do Jacob, sentado na cadeira de balanço, o que foi muito, muito sinistro. No mínimo ele e o Jacob são amigões de longa data :) e não descarto a hipótese do Christian ser o próprio Jacob, vai saber.

Aliás o fantasma do Christian parece ser uma manifestação bem física, um materialização, vide o modo como ele segura o neto, o bebê Aaron, ao final do episódio, essa foi a cena que mais me arrepiei e acredito que a maioria dos espectadores também.
Enfim, essa é minha análise sobre o E10. Aguardando ansiosamente pelo próximo, Cabin Fever.

Namastê,

Lila